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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Enocultura: Vinhos de Portugal I - A tradição



Douro Portugal
Douro - Portugal
Portugal possui uma das mais antigas tradições vinícolas do mundo. As primeiras videiras teriam sido plantadas por uma antiga civilização, os Tartessos, no ano 2000 Antes de Cristo. Mas foram os gregos, quase 1000 anos depois, que desenvolveram a cultura do vinho na região que hoje é Portugal.


Portugal possui uma grande diversidade de climas, cerca de 45 regiões vinícolas demarcadas e uvas únicas que tornam o país tão especial. Nos últimos 20 anos sua produção foi modernizada, passando por grande evolução. Essa modernização foi necessária para manter a competitividade do vinho português, sem que fossem abandonadas as castas nacionais.

Foi mantendo as uvas nativas (chamadas autóctones), e não copiando os cortes franceses, que Portugal produz grandes vinhos, aperfeiçoando suas características tão singulares. E os nomes das uvas são uma curiosidade à parte: Touriga Nacional, Trincadeira, Alvarinho, Arinto, Tinta Cão, Borraçal, Caracol....

Douro, Dão, Minho, Bairrada e Setúbal são apenas algumas das regiões produtoras, e as mais conhecidas aqui no Brasil. O Douro é famoso por ser uma das regiões mais bonitas do mundo. Seus vinhedos se espalham pelas encostas das montanhas cortadas pelo rio Douro e seus afluentes, em um cenário maravilhoso. Também é no Douro que é produzido o Vinho do Porto, um dos símbolos de Portugal.

Outro ícone de Portugal é o Vinho Verde, produzido na região DOC Vinhos Verdes, entre o Douro e o Minho. Ao contrário do que o nome sugere, o vinho não é verde. É chamado assim porque é feito para ser consumido jovem. É um vinho muito fresco, com boa acidez, e com uma certa efervescência chamada de “agulha”.

A região da Bairrada produz tintos tânicos que se tornam grandes depois de envelhecidos. Já Setúbal é a região do delicioso Moscatel de Setúbal, um vinho doce fortificado. Sua doçura vem da fermentação interrompida antes que todo o açúcar seja consumido, e então é adicionada aguardente vínica até que o vinho alcance entre 17 e 22% de álcool.

Enfim, diante de toda essa variedade de terroirs e castas, Portugal é um universo fascinante a ser explorado pelos amantes do vinho.

As Denominações de Origem:

São quatro as principais denominações de origem em Portugal. 
A V.Q.P.R.D foi criada para atender à legislação da União Européia, e significa Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada. Essa denominação, que engloba os vinhos de maior qualidade, engloba duas outras denominações, a DOC e a IPR. 
Os vinhos DOC são produzidos nas mais antigas regiões produtoras, enquanto os vinhos IPR são aqueles que seguem por 5 anos regras rígidas para poderem ser classificados como DOC.
A quarta denominação, a dos Vinhos Regionais, se refere a vinhos comuns de uma região específica, produzidos com pelo menos 85% de uma ou mais castas autorizadas.

Fontes consultadas para esse post:

Revista Adega. Ano 05. No 65. 2011, pg 46 a 52. Portugal – um passeio guiado pelas 7 principais regiões portuguesas.

Amarante, José Osvaldo Albano. Os segredos do Vinho para iniciantes e iniciados. Mescla Editorial. 2010.

Larousse do Vinho. São Paulo. Larousse do Brasil. 2004.

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